Este post e alguns próximos foram retirados do blog de Satya Devi Dasi (http://satyadevidasi.blogspot.com/2007/08/female-ascetics-look-through-puranic.html). Ela é membro da ISKCON e fala um pouco sobre sua experiência na busca do caminho da vida espiritual enquanto uma pessoa que vive em um corpo feminino. Ela fala um pouco sobre sua própria história e então dá exemplos da história de outras mulheres. Como é um pouco longo, colocarei primeiro apenas uma parte.
Mulheres ascetas--Um olhar sob a ótica dos Puranas
Eu escrevi isso há muitos anos atrás, mas ainda parece atual. Minha frase preferida continua a ser: "Nunca despreze uma mulher, mesmo que ela seja desprezível. " --Satya
Como devotos, nós sabemos porque este mundo em que vivemos foi criado. Estamos certos do que precisamos fazer enquanto estamos aqui. Sabemos o que precisamos fazer para voltar para casa, para voltar ao Supremo. Mas, de algum modo, quando começamos a falar sobre o que precisamos fazer enquanto homens ou mulheres, estas coisas parecem se confundir.
Como mulheres, temos o dever de cuidar das crianças e marido, além de cuidarmos de nós mesmas. Nós os apoiamos fisicamente, emocionalmente e espiritualmente. Ouvimos várias vezes que uma mulher sempre deve ser protegida por um homem durante sua vida: por seu pai durante a infância, por seu marido enquanto esposa e por seu filho na idade avançada.
Temos exemplos e histórias maravilhosas na nossa sampradaya de mulheres em todos estes estágios da vida. Sobre garotas jovens, temos as histórias de Srimati Radharani e as Gopis. Sobre mulheres casadas e mães, temos Srimati Rukmini, Satyabhama, Mãe Yasoda, Draupadi, Kunti devi, Gandhari e várias outras. Como viúvas, temos as histórias das esposas de Krsna após Ele deixar o planeta, os exemplos das esposas dos guerreiros derrotados após a batalha de Kurukshetra, ou o de Vishnupriya com suas severas austeridades. Estas mulheres são corajosas, fiéis, austeras e têm Krsna firme em seus corações e mentes. Os exemplos destas mulheres nos nutrem e preenchem com um tipo similar de coragem e fé e nos ajudam a manter Krsna em nossos corações e mentes.
O exemplo é algo muito importante em nossas vidas. Precisamos das formas, das histórias, para preencher uma vida que, de outro modo, seria árida. Estas histórias permeiam nossas vidas e honram uma série de valores que são centrais na saga espiritual das mulheres. Elas afirmam nosso ser enquanto mulheres, enquanto devotas. Esta imagem tem o poder de liberar e despertar partes do nosso eu.
O tópico deste escrito é as mulheres ascetas. As mulheres fazem austeridades durante todos os estágios da vida. Como Vaisnavas, nós (homens e mulheres) observamos jejum no ekadasi e em certos dias santos, cantamos voltas em nossas contas de japa e seguimos princípios regulativos. Nos comportamos de modo compassivo para com todas as entidades vivas. Somos renunciantes.
Na Índia, austeridades extras são muito comuns na vida das mulheres. Votos são feitos por meninas para ter um bom marido, por mulheres casadas (como pativrata) para o bem e proteção de seus maridos e família e por viúvas para a contínua proteção de suas famílias e maridos que se foram. Saubhagya (boa fortuna ou felicidade conjugal), uma qualidade móvel, é conquistada e mantida através destes votos pelas mulheres para o contínuo sustento de suas famílias.
Srila Prabhupada queria que nos tornássemos conscientes de Krsna — que fôssemos conscientes de Krsna em todos os momentos do dia e da noite, que servíssemos Krsna, que amássemos Krsna e oferecêssemos tudo a Ele. Através de nossas atividades diárias, como suas discípulas, estamos tentando fazer isto.
Com todos estes tópicos em mente, gostaria de levá-los em uma pequena jornada. É parte da minha jornada pessoal, mas bem poderia ser a jornada de outra mulher aqui ou em qualquer outra parte do mundo. Este modelo de ser protegida em todos os estágios da vida por um homem não é um modelo que cabe muito bem para mim. Meu pai deixou nossa família quando eu tinha três anos; agora sou divorciada após ter sido casada por treze anos e tenho uma filha já crescida. Não há pai, marido ou filho para me proteger. Minhas tentativas de seguir este modelo em minha vida apenas me deixararam frustrada. Outras tentativas de criar alternativas também foram frustrantes. Eu imagino o que as mulheres em nossa tradição fizeram. Havia histórias de mulheres que escolheram não se casar, de mulheres que viveram sozinhas ou que, de algum modo, estavam fora deste padrão? Eu decidi dar uma olhada nos Puranas, Mahabharata e Ramayana para ver se podia achar exemplos e histórias de outras mulheres que pudessem servir de apoio, que pudessem ser encorajadoras ou que dessem ânimo.
Com um pouco de procura, encontrei algumas histórias que me inspiraram. Eu organizei as histórias dessas sete mulheres em dois grupos — donzelas ascetas, ou jovens ascetas que não eram casadas, e as mulheres ascetas mais velhas. Nestas histórias, há exemplos de mulheres que rejeitaram o papel de esposa e aceitaram a vida de renúncia pessoal. Algumas eram protegidas por sábios e gurus nas premissas dos ashramas e algumas viviam ou andavam por aí sozinhas. Com algumas das mulheres, vemos mais a história de suas vidas mas, com algumas, vemos apenas uns breves incidentes. Eu gostaria de compartilhá-las com vocês sem muita análise.
No Mahabharata, à Madhavi, a filha do Rei Yayati, foi dada uma bênção que, após dar à luz uma criança, ela se tornaria virgem novamente. Galava, um discípulo de Vishvamitra, se aproximou do Rei Yayati procurando por ajuda para obter cavalos especiais para seu guru. O Rei Yayati, que fora abastado anteriormente, não foi capaz de ajudar, mas ofereceu sua filha donzela, Madhavi, no lugar. Galava levou Madhavi a três reis diferentes com a oferta de que Madhavi lhes "daria" filhos em troca dos cavalos pretendidos. Após Galava obter os cavalos que precisava, levou então Madhavi de volta para seu pai. O Rei Yayati organizou um svayamvara para ela em um eremitério perto da confluência do Ganges com o Jamuna.
Lá houve um encontro de serpentes, Yakshas, homens, pássaros e veados e dos habitantes das montanhas, árvores e bosques. A floresta ficou cheia de príncipes de diversos povos e países, e estava por toda a parte cheia de pessoas videntes como Brahma. Mas quando todos os pretendentes foram anunciados, a jovem mulher branca passou por todos eles e escolheu a floresta como seu noivo. Madhavi desceu da carruagem, reverenciou seus familiares e foi então para a floresta sagrada e praticou auseridades. (van Buitenen, v.3, p. 410 411)
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Saturday, September 25, 2010
Monday, December 28, 2009
Meera Bai
Tulsidasji mandou uma resposta...
...continua na semana que vem J
: "Abandone aqueles que não podem te entender e aqueles que não adoram Rama ou Syama, embora eles possam ser seus mais queridos parentes. Prahlada abandonou seu pai; Vibhishana abandonou seu irmão Ravana; Bharata desertou sua madrasta; Bali deixou até seu Guru; as Gopasthrees, as mulheres de Vraja, repudiaram seus maridos para irem para seu Krishna. Suas vidas eram as mais felizes por terem feito isto. O relacionamento com Deus e o amor de Deus são os únicos elementos que são verdadeiros e eternos; todos os outros relacionamentos são irreais e temporários". Meera se encontrou novamente com seu Guru e mentor Ravidas, que dizem ter vivido até a longa idade de 118 anos. Ela foi às favelas várias vezes para estar na satsang deste grande professor. Este era o ímpeto e a inspiração por trás de várias questões e controvérsias que ela levantou sobre Kulam em suas canções.
O ponto de virada na vida de Meerabai aconteceu quando, certa vez, Akbar e seu músico da corte Tansen foram disfarçados para Chittor para ouvir as canções devocionais inspiradoras de Meera. Ambos entraram no templo e escutaram a alma de Meera – evocando canções que contentaram seus corações. Antes dele se ir, ele tocou os pés santos de Meera e colocou um colar de gemas inestimáveis em frente à Deidade como presente. De algum modo as notícias chegaram até KumbhaRana de quet Akbar entrara disfarçado no templo sagrado, tocara os pés de Meerabai e até mesmo lhe presenteara com um colar. Rana ficou furioso. Ele disse a Meerabai, "Afogue-se no rio e nunca mostre seu rosto ao mundo no futuro. Você trouxe grande desgraça para a minha família".
Meerabai obedeceu as palavras do rei. Ela prosseguiu para o rio para se afogar. Os nomes do Senhor "Govinda, Giridhari, Gopala" estavam sempre em seus lábios. Ela cantou e dançou em êxtase no caminho para o rio. Quando ela levantou seu pé do chão, uma mão veio por trás e a agarrou e abraçou. Ela se virou e viu seu amado Giridhari. Ela desmaioi no colo dEle. Após alguns minutos ela abriu os olhos. O Senhor Krishna sorriu e gentilemente sussurou: "Minha querida Meera, sua vida com seus parentes mortais se acabou agora. Você está absolutamente livre. Anime-se. Você é e sempre foi minha."
Meera caminhou descalça sobre as camas de areia quente do Rajasthan. No caminho, várias damas, crianças e devotos a receberam com grande hospitalidade. Ela chegou em Brindavan (ou Vrindaban). Foi em Brindavan que ela novamente se encontrou e foi inspirada pelo santo Ravidas. Ela perambulou por Brindavan fazendo Oonchavritti e adorou no Govinda Mandir que desde então se tornou famoso e é agora um grande local de peregrinação para devotos de todo o mundo.
O arrependido Kumbha veio a Vrindavan ver Meera e orou para que fosse perdoado de todos seus atos errados e cruéis. Ele imploru a Meera que voltasse ao reino e assumisse seu papel como rainha mais uma vez. Meera disse a Rana que Krishna é o único rei que sua vida pertencia a Ele. KumbhaRana, pela primeira vez, entendeu verdaderiamente o exaltado estado mental de Meera e se prostrou perante ela em reverência. Ele então deixou Vrindavan prontamente como uma alma mudada.
Jiva Gosain era o chefe dos Vaishnavitas em Brindavan. Meera queria ter um Darshan de Jiva Gosain. Ele se recusou a vê-la. Ele mandou uma mensagem à Meera que ele não admitiria nenhuma mulher em sua presença. Mirabai retrucou: "Todos em Brindavan são mulheres. Apenas Giridhar Gopala é Purusha. Apenas hoje eu vim a saber que tem outro Purusha além de Krishna em Brindavan". Jiva Gosain ficou envergonhado. Ele foi imediatamente ver Meera e lhe prestou os devidos respeitos.
A fama de Meera se espalhou pelo mundo. Ela estava imersa em satsang dia e noite. A pedido de KumbhaRana, Meera retornou a Mewar e Kumbha concordou com seu pedido de viver no templo de Krishna, mas não restringiria seus movimentos e passeios. De Mewar, ela voltou novamente para Brindavan e, então, foi para Dwaraka. O rei foi com ela.
Era Krishna Janmashtami no templo de Krishna. Havia tanta felicidade por toda a parte na morada do Senhor. A luz das lamparinas, o som dos bhajans e a energia do êxtase dos devotos preenchiam o ar. Com a Tamburi em uma mão e címbalos ou chipla na outra, a grande tapasvini cantava extaticamente com seu Gopala sorrindo em frente aos seus olhos fechados. Meera se levantou e dançou sua canção 'Mere Janama Maran ke sathee', e quando a canção terminou, Kumbha gentilmente se aproximou dela e lhe pediu que voltasse. Meera disse, 'Ranaji, meu corpo é seu e você é um grande devoto, mas minha mente, emoções e alma são todas dEle. Eu não sei de que eu lhe serviria neste estado'. Kumbha ficou tocado e começou a cantar com ela em uníssono. Meera se levantou abruptamente, tropeçou e caiu nas flores aos pés de Giridhari. 'Oh, Giridhari, você está me chamando, estou indo'. Enquanto Kumbha e os outros viram isto, incrédulos, uma luz envolvia Meera e as portas do altar se fecharam sozinhas. Quando as portas se abriram novamenten, o saree de Meera estava envolvendo a deidade do Senhor Krishna e sua voz e o acompanhamento de flauta eram os únicos sons que podiam ser ouvidos.
Tantas princesas e rainhas foram e vieram. Tantas princesas e rainhas apareceram no palco deste mundo e desapareceram. Como é que a rainha de Chittor apenas ainda seja lembrada? Seria por causa de sua beleza? Seria por causa de seu talento poético? Não. Foi devido à sua renúncia, devoção exclusiva ao Senhor Krishna e auto-realização. Ela conversava com Krishna. Ela comia com Krishna, seu amado. Ela bebia Krishna-premarasa. Ela cantava do fundo de seu coração sobre suas experiências espirituais únicas. Ela era, de fato, uma das mais proeminentes personificações de Premabhakthi que jamais andaram sobre a terra.
...continua na semana que vem J
: "Abandone aqueles que não podem te entender e aqueles que não adoram Rama ou Syama, embora eles possam ser seus mais queridos parentes. Prahlada abandonou seu pai; Vibhishana abandonou seu irmão Ravana; Bharata desertou sua madrasta; Bali deixou até seu Guru; as Gopasthrees, as mulheres de Vraja, repudiaram seus maridos para irem para seu Krishna. Suas vidas eram as mais felizes por terem feito isto. O relacionamento com Deus e o amor de Deus são os únicos elementos que são verdadeiros e eternos; todos os outros relacionamentos são irreais e temporários". Meera se encontrou novamente com seu Guru e mentor Ravidas, que dizem ter vivido até a longa idade de 118 anos. Ela foi às favelas várias vezes para estar na satsang deste grande professor. Este era o ímpeto e a inspiração por trás de várias questões e controvérsias que ela levantou sobre Kulam em suas canções.
O ponto de virada na vida de Meerabai aconteceu quando, certa vez, Akbar e seu músico da corte Tansen foram disfarçados para Chittor para ouvir as canções devocionais inspiradoras de Meera. Ambos entraram no templo e escutaram a alma de Meera – evocando canções que contentaram seus corações. Antes dele se ir, ele tocou os pés santos de Meera e colocou um colar de gemas inestimáveis em frente à Deidade como presente. De algum modo as notícias chegaram até KumbhaRana de quet Akbar entrara disfarçado no templo sagrado, tocara os pés de Meerabai e até mesmo lhe presenteara com um colar. Rana ficou furioso. Ele disse a Meerabai, "Afogue-se no rio e nunca mostre seu rosto ao mundo no futuro. Você trouxe grande desgraça para a minha família".
Meerabai obedeceu as palavras do rei. Ela prosseguiu para o rio para se afogar. Os nomes do Senhor "Govinda, Giridhari, Gopala" estavam sempre em seus lábios. Ela cantou e dançou em êxtase no caminho para o rio. Quando ela levantou seu pé do chão, uma mão veio por trás e a agarrou e abraçou. Ela se virou e viu seu amado Giridhari. Ela desmaioi no colo dEle. Após alguns minutos ela abriu os olhos. O Senhor Krishna sorriu e gentilemente sussurou: "Minha querida Meera, sua vida com seus parentes mortais se acabou agora. Você está absolutamente livre. Anime-se. Você é e sempre foi minha."
Meera caminhou descalça sobre as camas de areia quente do Rajasthan. No caminho, várias damas, crianças e devotos a receberam com grande hospitalidade. Ela chegou em Brindavan (ou Vrindaban). Foi em Brindavan que ela novamente se encontrou e foi inspirada pelo santo Ravidas. Ela perambulou por Brindavan fazendo Oonchavritti e adorou no Govinda Mandir que desde então se tornou famoso e é agora um grande local de peregrinação para devotos de todo o mundo.
O arrependido Kumbha veio a Vrindavan ver Meera e orou para que fosse perdoado de todos seus atos errados e cruéis. Ele imploru a Meera que voltasse ao reino e assumisse seu papel como rainha mais uma vez. Meera disse a Rana que Krishna é o único rei que sua vida pertencia a Ele. KumbhaRana, pela primeira vez, entendeu verdaderiamente o exaltado estado mental de Meera e se prostrou perante ela em reverência. Ele então deixou Vrindavan prontamente como uma alma mudada.
Jiva Gosain era o chefe dos Vaishnavitas em Brindavan. Meera queria ter um Darshan de Jiva Gosain. Ele se recusou a vê-la. Ele mandou uma mensagem à Meera que ele não admitiria nenhuma mulher em sua presença. Mirabai retrucou: "Todos em Brindavan são mulheres. Apenas Giridhar Gopala é Purusha. Apenas hoje eu vim a saber que tem outro Purusha além de Krishna em Brindavan". Jiva Gosain ficou envergonhado. Ele foi imediatamente ver Meera e lhe prestou os devidos respeitos.
A fama de Meera se espalhou pelo mundo. Ela estava imersa em satsang dia e noite. A pedido de KumbhaRana, Meera retornou a Mewar e Kumbha concordou com seu pedido de viver no templo de Krishna, mas não restringiria seus movimentos e passeios. De Mewar, ela voltou novamente para Brindavan e, então, foi para Dwaraka. O rei foi com ela.
Era Krishna Janmashtami no templo de Krishna. Havia tanta felicidade por toda a parte na morada do Senhor. A luz das lamparinas, o som dos bhajans e a energia do êxtase dos devotos preenchiam o ar. Com a Tamburi em uma mão e címbalos ou chipla na outra, a grande tapasvini cantava extaticamente com seu Gopala sorrindo em frente aos seus olhos fechados. Meera se levantou e dançou sua canção 'Mere Janama Maran ke sathee', e quando a canção terminou, Kumbha gentilmente se aproximou dela e lhe pediu que voltasse. Meera disse, 'Ranaji, meu corpo é seu e você é um grande devoto, mas minha mente, emoções e alma são todas dEle. Eu não sei de que eu lhe serviria neste estado'. Kumbha ficou tocado e começou a cantar com ela em uníssono. Meera se levantou abruptamente, tropeçou e caiu nas flores aos pés de Giridhari. 'Oh, Giridhari, você está me chamando, estou indo'. Enquanto Kumbha e os outros viram isto, incrédulos, uma luz envolvia Meera e as portas do altar se fecharam sozinhas. Quando as portas se abriram novamenten, o saree de Meera estava envolvendo a deidade do Senhor Krishna e sua voz e o acompanhamento de flauta eram os únicos sons que podiam ser ouvidos.
Tantas princesas e rainhas foram e vieram. Tantas princesas e rainhas apareceram no palco deste mundo e desapareceram. Como é que a rainha de Chittor apenas ainda seja lembrada? Seria por causa de sua beleza? Seria por causa de seu talento poético? Não. Foi devido à sua renúncia, devoção exclusiva ao Senhor Krishna e auto-realização. Ela conversava com Krishna. Ela comia com Krishna, seu amado. Ela bebia Krishna-premarasa. Ela cantava do fundo de seu coração sobre suas experiências espirituais únicas. Ela era, de fato, uma das mais proeminentes personificações de Premabhakthi que jamais andaram sobre a terra.
Tuesday, December 22, 2009
Isto me foi mandado por um amigo. Não sei qual é a fonte do texto, mas gostaria de compartilhar com todos vocês. Lá vai...
MiraBai nasceu em 1.504 DC na vila de Chaukari no distrito de Merta do Rajastão. Merta era um pequeno estado em Marwar, Rajastão, governado pelos Ranthors, grandes devotos de Vishnu. Seu pai, Ratan Singh, era o Segundo filho de Rao Duda ji, um descendente de Rao Jodha ji Rathor, o fundador de Jodhpur. MiraBai foi criada e nutrida por seu avô. Como era costume nas famílias reais, sua educação incluiu o conhecimento das escrituras, música, arco e flecha, hipismo e direção de quadrigas. Ela também era treinada em manejar armas em caso de guerra. No entanto, MiraBai também cresceu em meio a uma atmosfera de total consciência de Krishna, o que resultou em uma vida moldada no caminho da total devoção pelo Senhor Krishna.
Quando ela tinha apenas quatro anos de idade, manifestou sua profunda devoção por Krishna. MiraBai assistiu a uma procissão de casamento em frente a sua residência. MiraBai, a criança, viu um noivo bem vestido e perguntou à sua mãe, inocentemente, "Querida mãe, quem vai ser meu noivo?" A mãe de MiraBai sorriu, parte brincando e em parte seriamente, e apontou para a imagem de Sri Krishna, dizendo, "Minha querida Mira, o Senhor Krishna – este belo rapaz será seu noivo". Logo depois, a mãe de MiraBai morreu. Conforme MiraBai crescia, seu desejo de estar com Krishna crescia intensamente e ela acreditava que o Senhor Krishna viria se casar com ela. No devido tempo, ela ficou firmemente convencida que Krishna seria seu marido.
MiraBai tinha fala agradável, era gentil, bem dotada, doce e cantava com uma voz melodiosa. Ela tinha a fama de ter uma das mais extraordinárias belezas de sua época, e essa fama se espalhava por vários reinos e províncias. Sua fama se espalhou para longe. Rana Sangram Singh, conhecido como Rana Sangha, o poderoso rei de Mewar, se aproximou de Rao Duda para pedir a mão de MiraBai em casamento ao seu filho Bhojraj (também conhecido como Rana Kumbha ou KumbhaRana). Bhojraj queria se casar com MiraBai por sua natureza piedosa e intenções divinas. Rao Duda concordou com a união. No entanto, MiraBai não podia suportar o fardo de pensar em se casar com um ser humano, quando seu coração estava repleto de pensamentos de toda natureza, todos sobre seu Krishna. Mas, incapaz de ir contra a palavra de seu amado avô, ela finalmente concordou com o casamento. MiraBai se casou com Rana Kumbha em 1513, antes de completar 14 anos. Conforme devia ser, MiraBai cumpria com seus deveres. Ela partiu para (Chittorgarh) Mewar com Rana Kumbha.
Após seus afazeres domésticos, Meera ia ao templo do Senhor Krishna, adorava, cantava e dançava perante a deidade do Senhor Krishna diariamente. A mãe de KumbhaRana e as outras damas do palácio não gostavam dos modos de MiraBai, já que elas tinham mentalidade mundana e eram invejosas. A sogra de MiraBai a forçou a adorar Durga e a repreendia constantemente. Mas MiraBai insisita, "Eu já desisti de minha vida por meu amado Senhor Krishna". A cunhada de MiraBai, Udabai, formou uma conspiração e começou a difamar a inocente Mira. Ela informou Rana Kumbha que Mira estava tendo um caso com alguém, e que ela testemunhara Mira falando com seu amante no templo, e que ela mostraria a ele a pessoa se ela a acompanhasse alguma noite. As damas falavam que MiraBai, por sua conduta, havia insultado grandemente a reputação da família Rana de Chittor. O enfurecido Kumbha correu com uma espada nas mãos contra Mira mas, por sorte, Mira havia ido para seu templo de Krishna. Um sóbrio parente de Rana o aconselhou "Rana! Você se arrependerá para sempre do seu comportamento precipitado e suas consequências. Questione sobre esta alegação cuidadosamente e descubrirá a verdade. Mirabai é uma grande devote do Senhor. Lembre-se por que desejou sua mão. Devido à pura inveja essas damas armaram escândalos contra MiraBai, para incitá-lo e arruiná-la". Kumbha se acalmou e acompanhou sua irmã que, persistente, o levou ao templo na calada da noite. Rana Kumbha abriu a porta, correu para dentro e encontrou Mira sozinha, em seu humor extático, falando e cantando para a deidade.
Rana gritou com Mira, "Mira, mostre-me seu amante com quem você está falando agora". Mira respondeu, "Ali se Ele senta, meu ‘Senhor’, o Nanichora que roubou meu coração". Ela entrou em transe. As damas espalharam mais rumores de que Mira estava se misturando livremente com os Sadhus. Mira não se abalava com tais escândalos e continuava a convidar Bhagavathas para se juntarem a ela em Krishna bhajan no templo. Ela permaneceu serena frente às acusações da família real. Quando questionada sobre suas responsabilidades matrimoniais, Mira respondeu que era com Krishna que ela havia se casado. KumbhaRana ficou de coração partido, mas permaneceu um bom marido e simpatizante de Mira até sua morte.
Os parentes de Rana começaram a maltratar Mira de vários modos, embora Mira não desejasse o trono. Foi enviado à Mira uma cesta com uma cobra dentro e uma mensagem que a cesta continha uma guirlanda de flores. Mira, após meditar, abriu a cesta e encontrou dentro dela uma adorável deidade de Sri Krishna com uma guirlanda de flores. O incansável Rana (seu cunhado) lhe mandou uma xícara de veneno com a mensagem de que era néctar. Mira ofereceu ao Senhor Krishna e tomou como Sua Prasad. Era de fato néctar para ela. A cama de agulhas se transformou em cama de rosas quando Mira repousou sobre ela.
Quando a tortura e escândalos continuaram, Mira mandou uma carta para Goswami Tulsidas e pediu seu conselho. Ela escreveu, "Simplesmente porque sou constantemente torturada por meus parentes, não posso abandonar meu Krishna. Não estou sendo capaz de continuar com minhas práticas devocionais no palácio. Eu fiz de Giridhar Gopala meu amigo desde a minha infância. Eu sinto uma ligação total com Ele. Não posso quebrar este laço".
Tulsidasji mandou uma resposta...
...continua na semana que vem ... :)
MiraBai nasceu em 1.504 DC na vila de Chaukari no distrito de Merta do Rajastão. Merta era um pequeno estado em Marwar, Rajastão, governado pelos Ranthors, grandes devotos de Vishnu. Seu pai, Ratan Singh, era o Segundo filho de Rao Duda ji, um descendente de Rao Jodha ji Rathor, o fundador de Jodhpur. MiraBai foi criada e nutrida por seu avô. Como era costume nas famílias reais, sua educação incluiu o conhecimento das escrituras, música, arco e flecha, hipismo e direção de quadrigas. Ela também era treinada em manejar armas em caso de guerra. No entanto, MiraBai também cresceu em meio a uma atmosfera de total consciência de Krishna, o que resultou em uma vida moldada no caminho da total devoção pelo Senhor Krishna.
Quando ela tinha apenas quatro anos de idade, manifestou sua profunda devoção por Krishna. MiraBai assistiu a uma procissão de casamento em frente a sua residência. MiraBai, a criança, viu um noivo bem vestido e perguntou à sua mãe, inocentemente, "Querida mãe, quem vai ser meu noivo?" A mãe de MiraBai sorriu, parte brincando e em parte seriamente, e apontou para a imagem de Sri Krishna, dizendo, "Minha querida Mira, o Senhor Krishna – este belo rapaz será seu noivo". Logo depois, a mãe de MiraBai morreu. Conforme MiraBai crescia, seu desejo de estar com Krishna crescia intensamente e ela acreditava que o Senhor Krishna viria se casar com ela. No devido tempo, ela ficou firmemente convencida que Krishna seria seu marido.
MiraBai tinha fala agradável, era gentil, bem dotada, doce e cantava com uma voz melodiosa. Ela tinha a fama de ter uma das mais extraordinárias belezas de sua época, e essa fama se espalhava por vários reinos e províncias. Sua fama se espalhou para longe. Rana Sangram Singh, conhecido como Rana Sangha, o poderoso rei de Mewar, se aproximou de Rao Duda para pedir a mão de MiraBai em casamento ao seu filho Bhojraj (também conhecido como Rana Kumbha ou KumbhaRana). Bhojraj queria se casar com MiraBai por sua natureza piedosa e intenções divinas. Rao Duda concordou com a união. No entanto, MiraBai não podia suportar o fardo de pensar em se casar com um ser humano, quando seu coração estava repleto de pensamentos de toda natureza, todos sobre seu Krishna. Mas, incapaz de ir contra a palavra de seu amado avô, ela finalmente concordou com o casamento. MiraBai se casou com Rana Kumbha em 1513, antes de completar 14 anos. Conforme devia ser, MiraBai cumpria com seus deveres. Ela partiu para (Chittorgarh) Mewar com Rana Kumbha.
Após seus afazeres domésticos, Meera ia ao templo do Senhor Krishna, adorava, cantava e dançava perante a deidade do Senhor Krishna diariamente. A mãe de KumbhaRana e as outras damas do palácio não gostavam dos modos de MiraBai, já que elas tinham mentalidade mundana e eram invejosas. A sogra de MiraBai a forçou a adorar Durga e a repreendia constantemente. Mas MiraBai insisita, "Eu já desisti de minha vida por meu amado Senhor Krishna". A cunhada de MiraBai, Udabai, formou uma conspiração e começou a difamar a inocente Mira. Ela informou Rana Kumbha que Mira estava tendo um caso com alguém, e que ela testemunhara Mira falando com seu amante no templo, e que ela mostraria a ele a pessoa se ela a acompanhasse alguma noite. As damas falavam que MiraBai, por sua conduta, havia insultado grandemente a reputação da família Rana de Chittor. O enfurecido Kumbha correu com uma espada nas mãos contra Mira mas, por sorte, Mira havia ido para seu templo de Krishna. Um sóbrio parente de Rana o aconselhou "Rana! Você se arrependerá para sempre do seu comportamento precipitado e suas consequências. Questione sobre esta alegação cuidadosamente e descubrirá a verdade. Mirabai é uma grande devote do Senhor. Lembre-se por que desejou sua mão. Devido à pura inveja essas damas armaram escândalos contra MiraBai, para incitá-lo e arruiná-la". Kumbha se acalmou e acompanhou sua irmã que, persistente, o levou ao templo na calada da noite. Rana Kumbha abriu a porta, correu para dentro e encontrou Mira sozinha, em seu humor extático, falando e cantando para a deidade.
Rana gritou com Mira, "Mira, mostre-me seu amante com quem você está falando agora". Mira respondeu, "Ali se Ele senta, meu ‘Senhor’, o Nanichora que roubou meu coração". Ela entrou em transe. As damas espalharam mais rumores de que Mira estava se misturando livremente com os Sadhus. Mira não se abalava com tais escândalos e continuava a convidar Bhagavathas para se juntarem a ela em Krishna bhajan no templo. Ela permaneceu serena frente às acusações da família real. Quando questionada sobre suas responsabilidades matrimoniais, Mira respondeu que era com Krishna que ela havia se casado. KumbhaRana ficou de coração partido, mas permaneceu um bom marido e simpatizante de Mira até sua morte.
Os parentes de Rana começaram a maltratar Mira de vários modos, embora Mira não desejasse o trono. Foi enviado à Mira uma cesta com uma cobra dentro e uma mensagem que a cesta continha uma guirlanda de flores. Mira, após meditar, abriu a cesta e encontrou dentro dela uma adorável deidade de Sri Krishna com uma guirlanda de flores. O incansável Rana (seu cunhado) lhe mandou uma xícara de veneno com a mensagem de que era néctar. Mira ofereceu ao Senhor Krishna e tomou como Sua Prasad. Era de fato néctar para ela. A cama de agulhas se transformou em cama de rosas quando Mira repousou sobre ela.
Quando a tortura e escândalos continuaram, Mira mandou uma carta para Goswami Tulsidas e pediu seu conselho. Ela escreveu, "Simplesmente porque sou constantemente torturada por meus parentes, não posso abandonar meu Krishna. Não estou sendo capaz de continuar com minhas práticas devocionais no palácio. Eu fiz de Giridhar Gopala meu amigo desde a minha infância. Eu sinto uma ligação total com Ele. Não posso quebrar este laço".
Tulsidasji mandou uma resposta...
...continua na semana que vem ... :)
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